
Após incluir o ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, o governo dos Estados Unidos avalia aplicar as mesmas sanções a outros dois integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF): o presidente Luís Roberto Barroso e o decano Gilmar Mendes.
A medida, estudada pela administração Trump, baseia-se na avaliação de que decisões consideradas contrárias aos direitos humanos, tomadas por Moraes, teriam sido respaldadas por Barroso e Mendes.
Fontes indicam que a Casa Branca aguardará a reação do STF às sanções já impostas antes de avançar contra os demais. Caso o apoio às decisões de Moraes persista, Barroso e Mendes podem ser os próximos alvos, assim como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusado de embasar ações do ministro com pareceres do MPF.
Em fevereiro, o senador republicano Shane Jett cobrou posicionamento de Gonet sobre o tema, mas a resposta não foi divulgada. A escalada de tensões sinaliza pressão internacional inédita sobre o Judiciário brasileiro.
Além de impedido de entrar nos EUA, Moraes está proibido de efetuar compras no país e, caso haja algum bem ou dinheiro em instituições financeiras norte-americanas, elas serão confiscadas.
Qualquer pessoa, empresa ou banco que ajude o ministro direta ou indiretamenmte, também sofrerá punições pela Justiça do país.





